Capítulo 9: A garota do riacho…

_ Respondam-me de uma vez! – brada a confusa desconhecida.

_ Olha, meu nome é Ryan e este aqui é o Dollenc. – responde o jovem tentando acalmá-la.

_ Não posso dizer que é um prazer conhecê-la. – fala Dollenc, com a ironia de sempre.

Ouvindo as palavras grosseiras do rapaz, a desconhecida, ainda que desajeitada, tenta disferir um golpe de espada no mesmo. Contudo, antes que pudesse fazê-lo, Dollenc segura fortemente a lâmina e posteriormente a retira das mãos da agressora.

_ Eu não quero te machucar… Não muito… – sussurra disfarçadamente, sentindo o nariz latejar– Por isso, pare de agir como uma louca. – conclui irritado.

_ Louca? – repete a garota, sentindo o sangue lhe subir.

_ O que ele quis dizer, é que não queremos briga. Nós, não vamos lhe fazer mal algum. – explica Ryan pondo naquelas palavras toda a sinceridade.

_ Não sem um motivo. – complementa Dollenc com um sorriso malicioso.

A jovem não se contém ao ouvir a voz irritante do individuo e aplicando-lhe um pontapé, o faz urrar novamente.

_ Parem, mantenham a calma! – pede, ao ver ambos se entre olharem rancorosos.

_ Foi ela quem começou! – exclama acariciando o joelho.

_ Você mereceu… Mas, o que estão fazendo aqui? – questiona a garota ajeitando os longos cabelos loiros.

_ A melhor pergunta seria… O que você estava fazendo estirada ali? – rebate furioso, apontando o local onde a encontraram desacordada, instantes atrás.

Lançando um olhar repreensivo ao amigo, o qual mais parecia significar “Você quer calar a sua boca?”, Ryan se volta para a encrenqueira e após pensar um pouco, resolve iniciar a conversa pelo básico.

_ Pode me dizer qual é o seu nome? – pergunta calmamente.

_ Meu nome?

_ Não, a sua… – mas pensando melhor, o zangado rapaz, prefere guardar às palavras finais na própria mente.

_ Sim, seu nome. Você tem um, não tem?

_ Claro que tenho, o meu nome é… É… É… – entretanto, estranhamente, havia o esquecido naquele momento. – Eu não me lembro.

_ Essa aí, está pior do que você Ryan. Não se lembra nem do próprio nome… – e fazendo o comentário, cai na gargalhada.

_ Pare de rir! – ordena irritada – Pare de rir ou eu… – mas antes que o atacasse novamente, sente a mão de Ryan lhe impedir.

_ Como veio parar aqui? – e aos poucos libera a jovem.

_ Eu… Não me lembro… – explica pondo a mão sobre a cabeça.

Ao encostar seus dedos num ferimento que se escondia dentre seus sedosos cabelos, a jovem lança um surpreendente grito de dor, o que rapidamente, chama a atenção de Ryan.

_ Posso ver? – pergunta educadamente.

_ Hum… Tudo bem… – permite, apesar de receosa.

_ Você está com um galo imenso aí! – comenta analisando o ferimento.

_ Ela deve ter batido a cabeça nas pedras do riacho. Isso explica a perca de memoria. – deduz Dollenc.

Os três, por alguns instantes, observam a correnteza das águas, as quais, totalmente cristalinas, esbanjavam vida em seu interior. As várias pedras existentes no leito possuíam em suas superfícies, uma espécie de musgo fortemente esverdeado. Libélulas sobrevoavam o local e alguns peixes eram vistos no fundo do riacho, e como em coreografia, saltavam para fora buscando pegar os distraídos insetos.

Após alguns momentos de contemplação, Dollenc, dando um longo suspiro, sacode a cabeça em sinal de reprova.

_ Não deveria nadar aqui. Que isso lhe sirva de lição.

_ Eu não estava nadando! – responde num tom seco.

_ Ah não? Então, estava fazendo o que? – indaga confuso.

_ Já disse que não me lembro! – brada perdendo a paciência.

_ Se não se lembra, então, como pode ter certeza de que não estava nadando? – e abre um sorriso de vitória.

_ Deixem isso pra lá. O importante é que você está a salvo. – conclui Ryan, pondo um fim ao debate.

Intrigado, o rapaz pensou em perguntar de onde a mesma vinha, para que pudessem levá-la de volta ao lar. Porém, percebendo que qualquer pergunta seria inútil naquele momento, resolve se calar e admirar o enigmático anel que a tal usava.

_ Bem, acho melhor eu ir. – e adiantando-se, caminha sem rumo por uma direção qualquer.

_ Pra onde vai? Você mal sabe aonde este caminho leva. – interroga, desviando finalmente o olhar do artefato.

_ Certamente me levará para companhias menos desagradáveis. –  e num ultimo gesto, indica o irônico indivíduo.

_ Vá pela sombra. – e virando-se, Dollenc deixa claro que não está se importando com a decisão.

Ouvindo o derradeiro comentário, a jovem em passos largos, prossegue em sua jornada rumo ao desconhecido e embora estivesse um tanto receosa, adentra a densa mata a sua frente. Ryan, parece preocupado quanto ao futuro da garota e vendo que a mesma está quase sumindo do alcance de seus olhos, lança um pedido em voz alta.

_ Volte! Não é seguro sair sozinha por aí!

De nada adiantara as palavras ditas, pois, a desmemoriada havia desaparecido e já não ouvia qualquer apelo. Agora, ambos estavam sozinhos novamente e Dollenc voltando-se ao amigo, percebe que o mesmo o fita sem qualquer aprovação no olhar.

_ O que é? – indaga, já imaginando a resposta.

_ Poderia ter sido um pouco mais amigável. Ela está confusa, poxa.

_ Confusa? Pareceu-me um tanto lelé.

_ Louca ou não, esqueceu-se de que ela tem um anel? – questiona incrédulo na atitude do companheiro.

_ Pode ser um anel comum, não a vi fazendo nada de extraordinário.

_ Mas pode não ser. Temos de encontrá-la, antes que se meta em apuros. – e explicando a situação, começa a percorrer o mesmo trajeto feito pela jovem.

_ Tudo bem… Mas não me peça para ser gentil! – fala acompanhando o amigo.

Perdida e sem qualquer memória, a garota atravessa a mata fechada, ora tropeçando num fragmento qualquer, ora perdendo um pedaço da veste num galho seco. Seu vestido, apesar de molhado, sujo e agora desfiado, parecia ser feito de um material extremamente caro e com detalhes em costura por toda a parte do busto. Sua pigmentação, era em sua grande maioria turquesa, exceto pelas mangas e gola, que esbanjavam um majestoso linho branco.

_ Nunca em toda a minha vida, encontrei alguém tão mal educado e tão irritante… Ou será que encontrei? – indaga a si própria confusa – Espero nunca mais vê-lo!

O caminho tortuoso revelava aos poucos seus habitantes. A jovem em certo momento chegou a se assustar com o aparecimento repentino de uma cobra. Contudo, esta havia feito seu desjejum instante atrás. Estava inchada, e a cauda do rato silvestre ainda era visível fora de sua boca. O animal apenas a observou e percebendo que não havia ameaça prosseguiu para dentro dos arbustos.

Recuperando-se e tomando coragem, a garota avançou mais um passo. No entanto, seus ouvidos haviam captado algumas vozes. Apressada, decide investigar a origem dos sons e abrindo um espaço entre as folhagens, identifica três indivíduos.

_ E como vamos repartir o saque? – questiona o mais franzino, esfregando as mãos.

_ Repartir? Você não fez nada, a não ser vigiar a retaguarda. – fala um outro, só que mais baixo.

_ Mas o plano foi meu! Diga a ele Morrice! – argumenta o magrelo.

O terceiro integrante mostrava-se pensativo e pouca importância deu às palavras do parceiro. Em sua face, se via uma cicatriz próxima ao queixo e uma crespa barba escondia a maior parte de seu sorriso amarelo.

_ Morrice! Estou falando com você! – bradou o magricelo.

_ Não me incomodem com suas tolas picuinhas! – esbravejou perdendo a paciência e sufocando-o com seu grande punho.

O pescoço fino do companheiro poderia deslizar facilmente para fora das mãos de Morrice, se não fosse sua desproporcional cabeça. Os olhos do sufocado quase saltavam para fora da orbita e um estranho roxeado já surgia em seu semblante.

_ Desculpe-me… Não voltarei… A perturbá-lo… – suplica quase inconsciente.

_ Dessa vez passa. – diz lançando-o ao chão bruscamente.

_ Hey, Morrice? – o baixinho chama a atenção com certo receio.

_ O que foi? – indaga com uma voz rouca e pouco amigável.

_ Hum… Vamos repartir o ouro igualmente?

_ Em três partes, você quis se referir, não é? – questiona o franzino com a mão no pescoço roxo.

_ Tanto faz Zitrand! Isso é mixaria perto do que poderemos conseguir através do meu plano.

_ Plano? Mas… Que tipo de plano? – fala o baixinho Zitrand, mostrando real interesse nas palavras de Morrice.

_ Ouvi rumores está manha de que Ariggon acaba de tomar Alkalia.

_ Todos nós sabemos isso Morrice! – interrompe o magricelo tagarela.

Lançando um olhar sanguinário ao intrometido, Morrice deixa claro que se fosse interrompido novamente, matá-lo-ia sem hesitar. E o franzino percebendo a grave falha que acabara de cometer, dá um leve recuo em meio ao temor.

_ Como eu ia dizendo, o meu plano é… – mas ouvindo um chacoalhar de folhas, volta seu olhar para a mata.

A jovem havia aproximado-se um pouco mais para ouvir claramente o tal plano, e com isso, acabara chamando a atenção para si. Entretanto, ela retornou rapidamente para dentre os arbustos, na esperança de não ter sido notada.

_ O que houve Morrice? Não vai nos contar o seu plano? – questiona Zitrand intrigado.

_ Mais tarde… Vou ir tirar água do joelho. Enquanto faço isso, resolvam essa questão do ouro.

Sem dizer mais nada, o sombrio homem, adentrou outra parte da mata, enquanto os outros dois bandidos prosseguiam a discussão. Os mesmo debatiam num alto tom, ora ameaçando, ora rolando na grama fofa.

A cena, de certa forma, estava interessante. A jovem chegou até mesmo a torcer por Zitrand, que acabara vencendo a disputa. Todavia, algo fizera seu coração disparar, como uma espécie de pressentimento ruim.

Uma sensação latejava no fundo do seu peito e a fazia temer pela própria vida. Mas o que poderia ser? O que estava acontecendo? Mais confusa do que o normal, a garota olhava para várias direções. Até que, voltando-se à mão, notou o artefato que brilhava misticamente.

_ Hã? O que é isso… – indagou a si mesma receosa.

Até aquele momento, o anel, não havia sido notado pela jovem, que admirada com a estranha forma de luz, matutava o que estaria ocorrendo. Porém, antes que pudesse raciocinar melhor, sentiu dois braços robustos envolvendo-a por inteira.

_ Olha o que temos aqui! – exclamou a voz rouca de Morrice.

_ Solte-me! – e aos gritos pedia por ajuda.

Com a jovem presa em seus braços, Morrice aproximou-se dos companheiros, que surpresos pela visita inesperada, logo estavam sorrindo cruelmente.

_  Que moça mais bonita, não acha Frank? – comentou o baixinho Zitrand.

_ Se eu soubesse que teríamos visitas de aparência tão bela, teria tomado um banho. – e numa pigarreada forte, Frank o magrelo, liberou ao chão um liquido viscoso que lhe entupia a garganta.

_ Por que estava bisbilhotando? – questionou Morrice, impondo em sua voz, mais rouquidão do que o normal.

Sem saber que resposta dar à pergunta, a desolada garota, só fazia gritar e espernear nos braços do bandido, o qual, apenas apreciava aquela situação.

_ Hey Morrice, ela está usando um anel! – exclamou Frank com os olhos reluzentes.

Todos os três voltaram-se para o artefato que reluzia de maneira magnifica e logo sentiram a ambição tomar-lhes por completo.

_ Me parece bem valioso! – falou Zitrand ao examinar o anel.

_ Iremos lhe fazer um favor, afinal, não quer se meter em encrencas por um anel bobo, não é? – explicou o franzino se aproximando.

_ Deixem-me! Eu lhes imploro! – suplicou a jovem apavorada.

Frank rapidamente segurou a mão da indefesa moça e com ansiedade puxou o artefato. No entanto, o mesmo não se mexia e apenas continuava a reluzir no dedo de sua usuária, trazendo assim, fúria aos olhos do saqueador.

_ Essa porcaria está grudada, não sai de jeito nenhum! – bradou inconformado.

_ É você quem é fraco, saia da frente magrelo e veja como um verdadeiro homem faz. – ordenou Zitrand empurrando o companheiro.

Zitrand deu uma leve puxada, mas o anel permaneceu no mesmo lugar. Posteriormente aplicou mais força, porém, só conseguiu tirar gritos de dor da jovem. Perdendo a paciência, o baixinho retirou sua faca em total indignação.

_ Vamos cortar o dedo de uma vez! – e levantando a lâmina, já se preparava para ferir a jovem.

_ Por favor! Não!

Entretanto, antes que pudesse cometer tal atrocidade, o nanico sentiu o sangue descer a sua testa e a dor tomar a sua cabeça. Havia levado uma forte pedrada e agora só fazia berrar aflito. Os três, voltando os olhares para a direção da origem do fragmento, perceberam que dois rapazes os olhavam em meio a revolta.

_ Soltem-na ou vão se arrepender! – gritou Dollenc empunhando sua espada.

_ Maldito pirralho! – exclamou Zitrand, ao identificar Ryan que segurava outra pedra.

_ Então vocês conhecem essa intrometida? Pois sofreram junto dela! – ameaçou Frank pondo-se em guarda com uma lâmina em mãos.

_ Acabem com eles! – disse Morrice apertando a prisioneira.

Sem pensar duas vezes, Dollenc rapidamente avançou furioso contra os cruéis homens, enquanto Ryan admirado pela explosão do amigo preocupou-se em libertar a desconhecida. As lagrimas eram evidentes no rosto da garota, que só podia torcer para que tudo acabasse de melhor forma.

Primeiramente, o enfurecido rapaz atacou Frank com toda a força que possuía, porém, o mesmo era extremamente astuto e sabendo que não venceria um confronto direto, apenas esquivou-se rapidamente. Zitrand pelo contrário, era orgulhoso como seu oponente e agarrando a cintura de Dollenc, o derrubou agressivamente ao chão.

Ryan desarmado, só olhava fixamente para Morrice. Não poderia correr o risco de ferir a jovem. E também de aplicar um golpe inútil, sem a força que o anel, de vez em nunca, lhe dava. Enquanto o grandalhão apenas sorria, por estar em vantagem na situação.

_ Vou triturá-lo com minhas próprias mãos! – bradou Zitrand com o rosto ensanguentado.

_ Segure-o pra mim Zitrand, vou dar cabo a vida desse infeliz. – pediu Frank apontando a lâmina.

Num golpe feroz de cabeça, Dollenc atordoou o baixinho zangado e segurando-o pelos ombros, o lançou em seu companheiro magricelo. Os dois caíram doloridos no chão e embora Zitrand fosse de pequena estatura, tinha lá seu peso.

Frank procurava recuperar-se, mas com a força que tinha, não conseguia sequer levantar o nanico parceiro. Quando finalmente conseguiram ficar de pé, Dollenc já havia empunhado novamente sua espada e estava pronto para fatiá-los.

Morrice, percebendo que os paspalhões tinham perdido o combate, retirou de sua veste uma afiada faca de caça e apontou a mesma para o pescoço da jovem. Seus olhos demonstravam total frieza e afirmavam que seu dono faria qualquer atrocidade para vencer.

_ Você aí! Dê a espada a um dos dois! – ordenou Morrice.

“O que eu faço agora?” Pensou Dollenc ao ver a desconhecida em risco eminente de morte. Deveria entregar a espada? Ou talvez tentar um ataque rápido em Morrice? Por alguns instantes, o rapaz apenas observava a aflita prisioneira. Ora ela, ora a Ryan, ora à própria espada.

_ Não me ouviu dizer? Dê a espada nesse instante ou o sangue dessa bela jovem ficara em minha faca! –  ameaçou novamente.

Ryan estava de mãos atadas, não tinha certeza se podia ser mais rápido do que o grandalhão e não estava disposto a arriscar uma vida. Seu coração batia num ritmo assombroso e seu punho apertava cada vez mais forte a pedra que segurava.

Frank estendera sua mão à espera de receber a arma, de forma que Dollenc sem escolha, já levantava o punho para entregá-la de mal grado. A esperança parecia ter sido aniquilada e os saqueadores sorriam vitoriosos. Contudo, a jovem enchendo-se de coragem, aplica um chute nas partes baixas de Morrice, que instantaneamente urra de dor.

Aproveitando-se da situação, Ryan lança o fragmento  na cabeça do agressor, que ajoelha atordoado libertando a desconhecida. A mesma corre aliviada para junto do rapaz, que já se prepara para a revanche de Morrice. Enquanto Dollenc, puxando a espada das mãos do magrelo, lhe acerta o nariz com o cabo. Fazendo esguichar assim, uma cascata de sangue.

Zitrand até tenta derrubar novamente o oponente, mas o engenhoso rapaz se esquiva para a direita, deixando o nanico se esborrachar sozinho ao chão.

_ Desgraçado! – brada Morrice avançando cegamente contra ambos os jovens.

Pondo-se a frente, Ryan deixa claro que o grandalhão não tocara num fio de cabelo sequer da moça. E apertando o punho com firmeza, pensa repetidas vezes a mesma frase. “Me de forças!”

A desconhecida já se encolhia à espera do fim de seus dias. Mas para sua surpresa, o rapaz a sua frente, havia detido as mãos de Morrice.

Espantado com a força de Ryan, ele mal podia piscar seus assustados olhos. Suas mãos estavam sendo bloqueadas e a faca que trazia numa delas não conseguia se aproximar do alvo. De repente, sentiu um forte apertão amassar seus músculos e causar-lhe a pior dor que já havia experimentado.

Deixando o instrumento de caça cair, ele agora se encontra desarmado e vulnerável ao próximo movimento do rapaz, o qual,  sem sombra de dúvidas foi incrível. Um bem colocado chute no estomago o fez voar para trás, e senão bastasse, ainda fora arrastado por cerca de quatro metros com o impacto.

Disferindo uma ultima pancada nas costas de Zitrand, Dollenc anunciava a vitória. Todos os três saqueadores estavam nocauteados e sem qualquer possibilidade de reação.

_ Está machucada? – indaga Ryan num suspiro de alívio.

Ela apenas chacoalha a cabeça em afirmação, mas isto já era o suficiente na opinião de Dollenc, que  se aproximando guarda a espada.

_ Eu agradeço pela ajuda.

_ Não foi nada. Mas, tente não se afastar novamente, ok?

_ Como assim?

_ Você virá conosco, queremos o seu anel. – explica Dollenc num tom seco.

_ Eu não vou a lugar algum! – exclama inconformada.

_ O que ele quis dizer, é que vamos levá-la para casa. – fala Ryan tentando evitar novas discussões.

Apanhando o ouro que se encontrava ao chão, Dollenc parece finalmente abrir um sorriso de contentamento. Afinal, ambos os jovens não tinham nada, a não ser a roupa do próprio corpo.

_ Dollenc! – gritou Ryan assustado.

_ O que foi?– e virando-se, observou que a jovem havia perdido a consciência.

Preocupados, começaram a pensar que poderia ter algo haver com o ferimento que a mesma sofreu no riacho. Tentaram chamá-la, sacudi-la, mas a mesma permanecia numa espécie de transe. Foi aí, que finalmente perceberam o anel que brilhava em seu dedo.

O artefato emanava uma luz constante e parecia provocar a situação da jovem.

Continua…

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Publicado em 29 de junho de 2012, em História. Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Pelo que todos já devem ter percebido, essa garota veio para dar um “tchan” a mais na história. Concordam?

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